terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Alimentação: Prazer x Compulsão


"Um fato é certo: quando estamos em paz esquecemos de comer e de sentir fome. A felicidade que vem do equilíbrio e da paz, nos coloca num estado vibracional tão mágico, que não precisamos comer. A sensação é de que a plenitude da paz nos nutre muito mais que qualquer alimento "físico".

Neste estado, compare-se com uma criança, que feliz, cheia de vida e intensidade, não sente a menor vontade de comer. Não é verdade? Os pais é que ficam lá, azucrinando a criança, tentando aborrecê-la, distraí-la para que sinta necessidade de comer.

Se os pais deixarem aquela criança comer só quando sentir sua verdadeira necessidade, terão a experiência de vê-la comendo com real PRAZER.

Bem isso é uma longa conversa, e muito provavelmente, é a causa porque existem tantas pessoas onde a compulsão por comida é uma realidade, um problema.

Fácil de perceber, alimentar-se por uma demanda de compulsão é um "comer" com insaciedade, com gula, um comer até acabar o pote, o pacote, a panela. Segundo o Aurélio, comer significa colocar qualquer coisa goela abaixo. Diferente de alimentar-se que significa nutrir-se.

Ah! Muita culpa, muita indigestão (inclusive dos pensamentos), muito mau-estar. O corpo todo fica arrebentado, ultrajado. Um exagero, um absurdo, um tsunami passou pela sua despensa ou geladeira.

É, a compulsão alimentar é um distúrbio de comportamento em que a pessoa "come" em excesso, de forma descontrolada, muitas vezes sem perceber e SENTIR O SABOR do alimento. Muita ansiedade, ausência de PRESENÇA e de PRAZER.

A mente se torna obcecada por comida. O emocional acredita que vai tapar "buracos" com comida. São desejos: por açúcar, sorvete, chocolate, pipoca, biscoito, fritura, enfim ... termina um desejo, começa outro.

Sintomático deste comportamento é alterar períodos quando o compulsivo perde o controle diante da alimentação com períodos de dieta sofriiiiiiiiida. Vai uma tortura aí?

O comedor compulsivo é semelhante ao alcoólatra. Comemora comendo quando está alegre, e se entope de comida quando está triste, para esquecer.

Assim, ao contrário do que se pensa, a cura não virá com dietas ou controle alimentar. Neste caso, as dietas para emagrecer são entendidas pelo corpo como escassez de alimentos. Então, o organismo começa a armazenar tudo o que é ingerido. Ao mesmo tempo, envia sinais de que precisa de mais comida. Ou seja, engordar é natural.

O primeiro passo para resolver tal problema, ou seja, romper com esta dinâmica que é orgânica e emocional (mão dupla) é eliminar a culpa por comer. Aliás, culpa é toxina psico-emocional, como também um gerador de toxina orgânica.

O segundo passo é no momento da compulsão fazer uso de sucos, lanches ou sopas desintoxicantes, que nutrem, causam rápida saciedade, mas ativam os canais de excreção.

Excretar o que? Tudo o que precisa ser excretado. Idéias, conceitos, lixos orgânicos, emocionais, mentais, etc. É algo como quando vem a enxurrada e você escancara o ralo. Deixa sair todo o mal que vier. Então, vem a ansiedade e você deixa o corpo limpo e leve - descarregado - para poder serenar.

O terceiro passo é, a partir do corpo sendo diariamente esvaziado dos seus lixos, a pessoa começar a identificar as suas verdadeiras necessidades (auto-conhecimento) e colocar a ação adequada para viabilizar uma futura colheita. Lei do karma: você só poderá colher se plantar e preparar o solo.

O grande termômetro da cura é quando a pessoa começa a diferenciar a fome por PRAZER de nutrir-se, da fome para abafar seus desconfortos emocionais, como a ansiedade (falta de fé), as falsas expectativas (preguiça de semear, de antenar e cair na real), as frustrações (preguiça de meditar, discernir, pensar e planejar) e os medos (preguiça de aventurar e crescer).

Ah! Dentro das falsas expectativas, é muito importante adequar a sua imagem corporal a padrões realistas e assumir que talvez não seja possível ser tão Gisele Bundchen quanto se deseja.

Finalizando, a Alimentação Desintoxicante pode ser uma excelente ferramenta pois ela é muito prática de realizar, ativa rapidamente o sistema imunológico e a saúde, como também dá excelente suporte ao propósito de sair da Compulsão Alimentar e adentrar no Prazer do equilíbrio emocional = Paz"

Conceição Trucom - www.docelimao.com.br

Adorei essa matéria, e fiz questão de postar aqui no blog. É preciso diferenciar a verdadeira fome (nutrição) da fome emocional. Quando se mantém o corpo limpo fica mais fácil manter a mente limpa. Mas...fica mais fácil, e isso não quer dizer que resolva. Nós somos uma eterna construção e regeneração de pensamentos, atitudes, corpo, células, cabelo, orgãos etc, que são construídos e regenerados gradualmente, uns a cada dia, outros a cada ano, outros até a cada segundo...
Isso é lindo e fascinante!! É tão bom quando nos nutrimos de alimentos que foram biologicamente feitos para gente e por pensamentos positivos que dá vontade de gritar pra todo mundo como é bom se sentir bem! É uma sensação contínua...quase que o tempo todo, um sentir profundo mais ao mesmo tempo leve, uma felicidade, uma melhor compreensão das coisas, das pessoas... da vida. É tudo tão bom que poderia ficar horas escrevendo aqui... e lógico que tudo isso ainda é gradativo pra mim, pois parece que faz muito tempo, mas na verdade só agora mesmo, depois de 2 anos e pouco que encontrei uma forma de me alimentar mais simples e que me faz realmente bem. Sei que ainda tenho muita estrada pela frente, muitas descobertas, muita coisa ainda pra eu aprender e experimentar, mas já adianto que estou num momento incrível de uma saúde melhor ainda.
Espero que gostem dessa matéria, e como sempre, reflitam.

Um super beijo,
Malu

3 comentários:

Alethia disse...

adorei malu!! pura verdade!! só faltou falar de quando estamos apaixonados.. já fiquei 2 dias sem comer (sem perceber!!) por conta disto!!! heheheh
bjooooos

Tuna disse...

malu, sua sensibilidade me encanta!
sortudo serao seus filhotes!
=*
bis

Ecodea disse...

Malu, acabei de descobrir seu blog e estou adorando. A matéria é ótima. Sofro de TCAP (transtorno de compulsao alimentar periódico) e sinto na pele como é difícil sair desse padrao.
Abraçao,
Andrea