segunda-feira, 18 de junho de 2012

Meu salto de pára quedas! (o vôo para dentro de mim mesma)




Meus queridos!

Com muita felicidade compartilho com vocês umas das experiências mais indescritíveis que já tive na minha vida, meu SALTO DE PÁRA QUEDAS!  Mais do que um salto no ar, definitivamente, foi um salto para dentro de mim mesma. Um salto para dentro da minha essência, da minha luz, da minha escuridão, dos meus medos, da minha coragem, da minha alegria e da minha tristeza. Tudo junto, misturado e sentido com toda a pressão do vento contra meu corpo físico...e sentido também na mesma proporção pelo meu corpo espiritual.

O incrível foi a minha tranquilidade, certeza e consciência do que eu estava fazendo. Não era medo a palavra, mais meu corpo, claro, sentia um receio de algo muito forte estava para acontecer. Mas, o sentimento era de leveza e fluidez. Meu grande instrutor tinha muita presença e coragem, e isso de uma certa forma me confortou também.

E como tudo na vida, veio no momento certo, no momento que me encontro de libertação em todos os sentidos. Por isso mesmo que estou me ausentando de escrever muito por aqui, pois como já disse antes, este é um momento que preciso (e quero) passar de transformação, reestruturação e descoberta de mim mesma de uma forma mais profunda do que em outros momentos que já passei, e o falar e/ou escrever estou evitando um pouco, pois meu momento é mais de ouvir, de sentir e olhar com distanciamento todas as coisas que já vivi, que estou vivendo e aquelas que visualizo mais pra frente.

Não se preocupem! Podem me enviar perguntas, pedidos de posts etc, pois recebo todos com muito carinho e atenção e os guardo para futuros posts.
Só peço que aguardem este meu momento, para que eu possa estar presente e inteira para respondê-los da forma como tem que ser. As informações virão de uma forma ou de outra. Peço que continuem ligados aqui no blog, pois mesmo que EU não escreva muito, não deixarei de postar informações valiosas de outras pessoas e vídeos inspiradores.

Quero deixar aqui meus sinceros agradecimentos a Redley por ter me proporcionado este incrível vôo que jamais esquecerei, à minha grande amiga Kayo que me acompanhou até segundos antes de eu saltar, e claro, a um dos meus autores favoritos Richard Bach, que mesmo antes de eu me jogar no ar, já tinha me inspirado a voar.

Aproveito para deixar um texto deste meu querido autor para que te inspire também na sua trajetória...

"(...) Há alguns anos atrás, eu ficava intrigado com a chuva e a neblina: por que razão, em certos dias, toda a Terra ficava cinzenta e úmida, o mundo inteiro um lugar triste para se viver? Não entendia por que de repente, todo o planeta ficava escuro, como é que o Sol, um dia antes tão brilhante, de repente virava cinzas. Os livros procuravam explicar, mas foi só quando comecei a voar que descobri que as nuvens não cobrem o mundo inteiro - que mesmo no lugar onde eu estava, debaixo da chuva, encharcado na pista, tudo o que eu precisava fazer para encontrar de novo o Sol era voar por cima das nuvens.
Não era fácil fazer isso. (...)
Quando comecei a voar, aprendi que as fronteiras entre os países, com todas as suas estradas e portões e alfândegas e cartazes de Proibido são muito difíceis de ver do ar. Do alto, eu nem sabia se tinha cruzado a fronteira entre dois países (...) Constatei isto e muito mais voando, e a tudo se pode aplicar uma palavra: perspectiva. (...) É a perspectiva que nos transporta além da ilusão de um sol que morre, o sol absolutamente não morreu. É a perspectiva  que mostra que as barreiras entre os homens são coisas imaginárias, tornadas reais apenas pela nossa crença nessas barreiras, pelo nosso medo do seu poder de limitação.
É a perspectiva que toma conta de todas as pessoas, quando voam pela primeira vez (...) Quando se aprende a voar descobre-se, quanto mais alto se sobe, mais longe se vê, menos importantes são os interesses e os problemas daqueles que ficam agarrados ao chão.
De vez em quando, pois, é bom saber que boa parte do nosso caminho sobre a Terra pode ser feito voando. Podemos até descobrir, no fim da jornada, que a perspectiva que adquirimos voando, significa mais para nós do que todos os quilômetros e quilômetros de poeira que já percorremos."

Richard Bach ( autor de Fernão Campelo Gaivota, citação do livro O Paraíso é uma questão Pessoal, Ed. Record)




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