segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Educação Sustentável
distorcido em todos os campos do conhecimento científico. A palavra desenvolvimento é contraditória, pois a partícula “des” significa negação. Portanto desenvolvimento seria um não-envolvimento. E acrescentar a palavra sustentável faz com que o termo seja além de contraditório, ambíguo. O termo desenvolvimento foi incorporado com o sentido de progresso para justificar um crescimento baseado num mercado consumidor e numa lógica econômica, não relacionando isso ao respeito ambiental. Temos que estar cada vez mais envolvidos com o ambiente. Involvere, do latim, tem sentido de abranger e também de seduzir, cativar. Hoje é necessário muito mais um envolvimento baseado numa sedução entre indivíduo e ambiente, ao contrário do que é feito no discurso desenvolvimentista, que não deseja cativar pessoas, mas apenas impor suas condições de crescimento pautado no consumismo.
Para um Envolvimento Sustentável que se realize na prática, devemos saber que existe uma
incompatibilidade de princípios entre sustentabilidade e capitalismo.
No discurso desenvolvimentista do capital, tenta-se conciliar dois termos inconciliáveis dentro do atual contexto da globalização capitalista. O conceito de sustentabilidade é impensável e inaplicável nesse ponto de vista.
Para sua realização, deve possuir uma componente fundamental que é a sustentabilidade educacional, pois para termos a preservação ambiental, dependemos de uma consciência ecológica, e a transformação dessa consciência depende da educação (GUTIÉRREZ, 1999).
Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar a possibilidade para sua construção.
O ato de educar se constitui no processo em que um aprende com o outro na convivência, se transformando de forma espontânea, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro no espaço de convivência (FREIRE, 1987).
Alienação
Os resíduos são apontados pelos ambientalistas como o maior problema ambiental urbano atual,
tendo-se tornado objeto de diversas propostas técnicas para seu enfrentamento.
No entanto, muitos desses programas são planejados de forma reducionista.
Em função da reciclagem, incentivam apenas a coleta seletiva de lixo, não permitindo espaço para implementação de políticas pedagógicas ambientais. Com isso a reciclagem do lixo torna-se uma atividade-fim, em vez de considerá-la um tema-gerador para o questionamento das causas e conseqüências da questão do lixo.
A compreensão da necessidade de gerenciamento integrado dos resíduos sólidos propiciou a
formulação da chamada Política dos 3R’s - recebendo essa nomenclatura devido à junção das
palavras “Reduzir”, “Reutilizar”, e “Reciclar”. Antes de ser um problema de ordem técnica, a questão do lixo é um problema cultural. Desde que a economia afirma que a produção tem como finalidade o consumo, a sociedade moderna estabeleceu como objetivo aumentá-lo, desenvolvê-lo e o consumo passou a ser entendido como qualidade de vida e bem-estar. Hoje ele é responsável por problemas ambientais, não podendo mais ser compreendido unicamente como sinônimo de felicidade (CAPRA, 2003).
A reciclagem pode ser o traço de união entre produção e consumo, mas é também a alienação do
consumismo como fator de degradação ambiental e engrenagem dos mecanismos sociais de
acumulação de capital. O ato de reciclar, ainda significa muito pouco em relação à melhoria
ambiental, mas isso não quer dizer que a idéia da reciclagem deva ser abandonada; ao contrário,
essa constatação evidencia o tamanho do desafio que há pela frente (BRÜGGER, 1994)
**Tirado do trecho do curso " Pedagogia da Energia" ministrado por Rafael Ninno Muniz em Santa Catarina. http://rafaelninno.googlepages.com/
E isso tudo quer dizer meus queridos, que reciclar não é o fator principal para a melhora no impacto que causamos no planeta. Temos que parar de consumir tanto! Não há outra forma a não ser essa. Precisamos reavaliar o que realmente nós precisamos para viver bem e feliz. Será que é ter tanta coisa?? Juntar, juntar, juntar e depois? Vai fazer o que com tanta coisa? Jogar fora é claro... mas para onde vai esse lixo? Vai se acumulando por aterros espalhados por aí... E outra coisa... um dos principais consumos que destroem o planeta - literalmente - é o "alimento de cada dia" ...sim sim.. esse mesmo...que você come todo santo dia. Pois é, se ligou nesse frase? Todo o santo dia. Imagina agora quanto lixo vc acumula - sozinho - no seu dia-a-dia : embalagens de pães de forma - lixo: tanto da embalagem quanto de nutrição - , embalagem do queijo - que além de contribuir para a degradação ambiental, ainda contribui para a sua degradação, no seu organismo , concentrando 20 vezes o leite + sal + especiarias + bactérias + gordura + alumínio + sangue e pûs (das tetas das vacas machucadas de tanto sugarem leite) + antibióticos + hormônios = alimento altamente alergênico! Caramba! E tudo isso por menos de 5 reais! Parabéns! Grande contribuição! ; papéizinhos de bala e chiclete; latas e garrafas de refrigerante; embalagens de alimentos congelados ( que quando são esquentados no microondas são altamente cancerígenos!) ; latas de alumínio como ex: de leite condensado ( só para você saber, para se fazer o leite condensado despejam uma lata enorme de leite (e tudo aquilo que eu falei lá em cima) e outra na mesma proporção de açúcar branco + outros produtos químicos + além da latona de alumínio que é onde é mexido a mistura soltando aos poucos partículas de alumínio para o tão querido leite condensado! Que beleza! :-) e depois não sabem porque os avós estão com parkinson -anos e anos consumindo alimentos, produtos de beleza que contem alumínio... etc etc etc.... Parem pra pensar. Reavaliem. Sejam o exemplo. "Seja você a mudança que quer ver no mundo." Dalai Lama .
E uma das primeiras mudanças, acreditem, é através da alimentação. O caminho para prosperar na saúde e causar um impacto mínimo no planeta é tão gratificante que vale a pena tentar. Procurem consumir mais frutas, vegetais e poucas castanhas e sementes. Dê preferência ao produto orgânico. Faça o possível. O retorno é maravilhoso, pode acreditar. Saúde plena e consciência limpa.
Inclusive queria já adiantar para vocês, que estou preparando um curso - com uma amigo meu Eduardo - muito interessante, dando muita informação teórica e prática para um novo começo, uma nova visão, um novo meio de chegar ao bem estar em todos os sentidos. Quando estiver pronto, irei avisá-los.
É isso. Reflitam.
Bj Grande,
Malu
sábado, 15 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A boa digestão depende das Enzimas
Bj grande!
Malu
O excesso de gordura corporal, ou seja, a obesidade é sintoma claro de má digestão. Deseja emagrecer? Então foque na boa digestão
Conceição Trucom
Quando faltam enzimas digestivas o organismo se estressa duplamente: se torna ácido para dar conta da digestão e retira prótons de células que estavam em harmonia metabólica. Nessas condições o corpo fica preso na dimensão da sobrevivência até que se torne alcalino
A exposição dos alimentos a temperatura do cozimento, destrói as enzimas neles contidos, que foram exatamente criadas pela natureza para facilitar a sua digestão. Sábia a natureza não? Mas nós aproveitamos este presente que a natureza nos oferece?
Quando os alimentos são cozidos, são destruídas estas enzimas necessárias à sua digestão, e o organismo é obrigado a usar as suas próprias reservas, gastando no processo mais energia e recursos são deslocados.
Na alimentação vegetariana viva, crudívora ou crudicista os alimentos são aproveitados na sua integralidade e frugalidade, pois eles já trazem consigo a vitalidade e a facilidade da auto-digestão enzimática. O trabalho digestivo será menor e não haverá deslocamento energético entre células, órgãos ou sistemas.
A outra vantagem é evitar o fenômeno chamado de leucocitose digestiva, que acontece cada vez que for ingerido algum alimento cozido ou processado (também balas, bolachas, salgadinhos, refrigerantes). O número de leucócitos (glóbulos brancos) no sangue aumenta e se normaliza somente depois de 90 minutos depois de cada refeição.
Tal fenômeno não acontece quando ingerimos os alimentos vivos e crus, mas inegavelmente vai, ao longo dos anos de alimentação 100% cozida, debilitando o sistema de defesa do organismo.
Mas afinal qual é a importância das enzimas?
Enzimas são estruturas protéicas ativas, básicas, essenciais à vida. Sem enzimas a vida, como a conhecemos, não seria possível. As enzimas representam a fonte de energia orgânica e a vitalidade bioquímica central de toda a estrutura viva existente, incluindo-se os animais, plantas, algas e microorganismos.
As enzimas são essenciais para a formação estrutural, crescimento, desintoxicação, defesa e mecanismos de cura do organismo vivo. São fundamentais na regulação das atividades bioquímicas do organismo, como a digestão e absorção de alimentos, equilíbrio hormonal, atividade cerebral, humor, sexualidade, circulação sanguínea, respiração, estímulos nervosos, reposição celular, sistema imunológico, mecanismos dos sentidos (paladar, olfato, tato, visão e audição) e outras.
Sem enzimas, nem mesmo se efetiva a função de assimilação e distribuição de vitaminas e sais minerais. A vitalidade e longevidade estão relacionadas às enzimas.
Toda a nossa saúde depende da manutenção de níveis enzimáticos adequados. Por exemplo, são detectadas carências enzimáticas em muitos casos de doenças crônicas, como câncer, reumatismo, artrite reumatóide, alergias e doenças cardiovasculares, entre outras.
As enzimas podem ser divididas em dois grupos, as endógenas e as exógenas. As endógenas são produzidas pelo próprio organismo e as exógenas são obtidas a partir dos alimentos que ingeridos.
As enzimas endógenas se dividem em metabólicas e digestivas:
- As metabólicas estão presentes nas células, no sangue e nos tecidos em geral.
- As digestivas estão presentes no trato digestivo.
Ao nascer, recebemos um potencial enzimático metabólico limitado. É como se o organismo recebesse uma “quota” limitada de enzimas. Até onde se sabe, quanto mais enzimas endógenas o organismo precisa usar, ao longo do tempo, menos capacidade lhe resta para manter os níveis enzimáticos necessários. Ou seja, quanto mais rapidamente usamos essa reserva, mais curta será nossa vida e mais deficiente nossa saúde.
Os níveis enzimáticos nos tecidos corporais são elevados na infância e reduzidos na velhice. Um recém-nascido pode apresentar cerca de cem vezes mais enzimas na corrente sanguínea do que um idoso que se alimentou de cozidos durante toda a sua vida. Por outro lado um idoso apresenta cerca de mil vezes mais radicais livres no seu organismo que o recém-nascido. O enfraquecimento dos níveis de enzimas está ligado ao aumento de radicais livres, associado à carência de minerais.
A redução do potencial enzimático do organismo é causa de doenças degenerativas e envelhecimento precoce.
Os alimentos crus trazem consigo as enzimas necessárias à sua própria digestão. As enzimas digestivas, presentes na saliva (ptialina), no estômago (proteases), nos intestinos (lípases) e as produzidas pelo pâncreas, atuam como reservas ou para complementar o processo digestivo.
Assim, o corpo conta com a presença das enzimas digestivas que já vêm com os alimentos vegetais e crus.
A redução do nosso potencial enzimático é provocada principalmente e em ordem de importância, por:
1. Ingestão de alimentos pobres em enzimas;
2. Estresse;
3. Consumo de álcool, açúcar e outros destruidores de vitaminas e minerais;
4. Uso excessivo de medicamentos e;
5. Poluição ambiental.
Para a digestão e assimilação da comida cozida, o corpo precisa usar suas próprias enzimas que poderiam estar servindo para atividades mais importantes, como limpar o fígado, proteção contra tumores, eliminação de radicais livres e toxinas em geral. Tudo isso, porque o cozimento destruiu as enzimas que já estavam contidas nos alimentos quando crus.
Sob estresse, ocorrem importantes perdas minerais, o que enfraquece os níveis de enzimas metabólicas e reduz a capacidade das enzimas digestivas.
O açúcar refinado, além de desativar processos enzimáticos, ainda é um agente desmineralizante, que rouba cálcio, magnésio, ferro e vitaminas do complexo B, e é um agente depressor do sistema imunológico.
O abuso de bebidas alcoólicas, reduz as reservas corporais de tiamina (vitamina B1), e de outras vitaminas envolvidas com a estruturação enzimática.
O uso constante de medicamentos, principalmente os antibióticos, enfraquece os mecanismos de defesa do organismo, interfere nos processos de autoregulação e homeostase, afetando as funções enzimáticas.
A poluição ambiental origina a ingestão de compostos químicos, moléculas agressoras e metais pesados, que intoxicam e alteram as funções celulares, prejudicando também a plena função das enzimas.
Esses fatores associados causam um aumento de radicais livres, devido à incapacidade das enzimas metabólicas de inibir a sua formação (radicais livres). Em quantidades elevadas, esses radicais livres, interferem nas atividades celulares, provocando mutações, erros genéticos, inibição de secreções celulares, entre outros problemas.
Outra conseqüência, menos evidente, mas relevante, da diminuição gradual dos níveis enzimáticos do organismo, é que nos tornamos menos sensíveis aos outros e a nós mesmos, prejudicando nossa qualidade de vida e evolução espiritual. Desperdiçamos demasiada energia nas desarmonias metabólicas e deixamos de usá-la para outras finalidades mais importantes e existenciais.
O alimento cru contém as enzimas necessárias para ser digerido
O Dr. Edward Howell - que dedicou a vida toda ao estudo das enzimas - chegou a concluir que estas são as transportadoras da energia vital. Todos os organismos possuem uma variedade quase infinita de enzimas que atuam como catalisadores das mais diferentes funções. No corpo humano foram encontradas milhares delas; as implicadas na digestão são somente doze.
Utilizando o mesmo exemplo dado pelo Dr. Howell em seu livro Enzyme Nutrition, é como se, ao nascer, o ser humano recebesse uma doação muito grande, embora limitada, de enzimas - ou energia vital - como se fosse uma soma de dinheiro depositada no banco. Se, durante a vida, se retira energia vital desta conta, sem nunca ter o cuidado de fazer depósitos nela, chegará o momento em que esta se esgotará.
Se tomarmos, por exemplo, uma maçã e a comemos crua, aproveitaremos as enzimas ativas que promovem a sua fácil digestão. Trata-se das mesmas enzimas que provocam a putrefação do fruto quando ele não é utilizado. Quando isto acontece com um fruto caído da árvore sobre o solo, resulta numa devolução de nutrientes orgânicos à nossa Mãe Terra, completando assim o ciclo vital do fruto. Se as condições são favoráveis, é até possível às sementes brotarem, dando lugar ao nascimento de uma nova planta.
Retornando ao nosso exemplo, a situação será diferente se comermos o alimento cozido. Neste caso, as enzimas estão inativas (as enzimas são compostas por dois elementos que, ao serem expostos a uma temperatura superior a 45º C, ou a certo tipo de radiação, distanciam-se tanto entre elas a ponto de resultarem inertes) e nosso corpo deverá proporcionar as enzimas digestivas necessárias, valendo-se da reserva de energia vital.
Quando a alimentação é constituída massivamente por receitas cozidas e processados industrialmente, o que fazemos é retirar continuamente de nossa conta bancária. É desta forma que, na produção das doze enzimas digestivas, investimos a maior parte de nossa reserva de energia.
O prejuízo, ao cozinhar os alimentos, não se limita à perda total das enzimas, perdem-se em forma considerável também as vitaminas - às vezes totalmente como no caso da C e B12 - e acontecem alterações das gorduras, minerais e proteínas que deixam de ser metabolizadas do mesmo jeito que no alimento cru, pois se convertem, muitas vezes, em toxinas.
No caso do forno microondas o quadro é ainda mais grave pelo fato que suas intensas radiações destroem completamente o campo energético dos alimentos, desvitalizando-os e modificam mais ainda sua estrutura.
Texto extraído e adapatado de: www.crudivorismo.com.br